Arco Pinheiros

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A urbanização da região definida pelo Arco Pinheiros teve início com os loteamentos residenciais da Cia. City, apresentando grande impulso com a ocupação das várzeas após retificação dos rios Pinheiros e Tietê, a construção dos ramais ferroviários e do sistema viário das marginais, e com a ocupação industrial associada às atividades cimenteira e atacadista de alimentos.

O Arco Pinheiros tem localização estratégica, situado na confluência dos dois principais eixos que definem a estruturação da metrópole. Contém grandes âncoras urbanas, como a Cidade Universitária da USP e o CEAGESP. O Arco vem passando por intensas transformações nos últimos anos, com adensamento populacional, incremento de atividades de comércio e serviços e intensificação dos congestionamentos, agravando, por um lado, os conflitos de convivência entre o CEAGESP e sua vizinhança e, por outro, limitando suas operações pela saturação de seus acessos, estacionamentos, áreas de estocagem e comercialização, prejudicando ganhos de eficiência e o pleno cumprimento de seu papel para toda a região metropolitana.

Conforme dados do Censo do IBGE e da RAIS, somente entre 2000 e 2010 esses distritos ganharam 19.999 habitantes e 30.578 empregos, representando respectivamente um crescimento de 29% e 60%. A despeito destas transformações, o perímetro ainda tem baixa densidade habitacional e difícil circulação, devido às grandes glebas e a falta de conexão entre as duas margens do rio Pinheiros.

As perspectivas de desenvolvimento urbano da região guardam relação direta com o futuro dessas âncoras urbanas, sobretudo com o entreposto atacadista da CEAGESP. Há um grande potencial de desenvolvimento a partir da definição sobre a modernização de suas atividades ou sua transferência para outras regiões, com implicações na mudança de perfil econômico das áreas industriais da Vila Leopoldina, Jaguaré e Presidente Altino e eventual parcelamento da gleba onde se situa o entreposto. Por outro lado, uma maior integração da Cidade Universitária com as regiões de Pinheiros e Jaguaré, por meio de projetos como o Polo Tecnológico e a Gleba Votorantim, podem criar condições para uma reestruturação econômica relacionada a atividades tecnológicas e de pesquisa aplicada, em um ambiente urbano dinâmico e sustentável.

Nesse sentido, a SP-Urbanismo desenvolveu estudos considerando a potencialidade contida na gleba do entreposto e o impacto de sua transformação no contexto do Arco Pinheiros, consolidados nos estudos técnicos que embasaram o Artigo 159 (Lei 16.402/16).

ARQUIVOS
Estudos Técnicos que embasaram o Artigo 159 (Lei 16.042/16): PDF
Anexo I – Análise Fundiária Ceagesp: PDF
Anexo II – Referências Internacionais de Mercados Atacadistas de Alimento: PDF
Anexo III – Diagnóstico Arco Pinheiros: PDF
Anexo IV – Cenários de Desenvolvimento Urbano para a gleba CEAGESP: PDF