Objetivos e estratégias para a transformação da área

2013.09.10_objetivos_e_estrategias

As estratégias de transformação urbanística e econômica para o Arco Tietê estão estabelecidas a partir de uma análise territorial que considerou suas características sociais, econômicas e ambientais de forma articulada como fundamento para se firmar as estratégias de planejamento e desenvolvimento urbano necessárias a sua transformação. O objetivo do projeto Arco Tietê não é o de transformação ou renovação completa e circunscrita de o perímetro de 6.000 hectares, mas sim da indução e promoção de mudanças localizadas e suficientes, ao longo dos próximos 30 anos, para a consolidação de um novo vetor para o crescimento econômico e social da metrópole paulista, de reversão da lógica de concentração de investimentos no vetor sudoeste da cidade e do padrão de segregação sócio-espacial dela decorrente. São objetivos gerais da transformação urbanística pretendida:

 

Promover o cumprimento da função social da propriedade urbana e atrair novas atividades econômicas potencializando vocações já existentes

Promover e tornar mais eficazes, em termos sociais, ambientais, urbanísticos e econômicos, os investimentos dos setores público e privado

Promover a reestruturação e requalificação urbanística e ambiental do território, considerando sua inserção em âmbito municipal e metropolitano

Promover o uso diversificado, intensivo e equilibrado do solo para fins residenciais e não residenciais, compatível com as redes de infraestrutura instaladas e previstas, os equipamentos sociais adequados, a sustentabilidade da intervenção articuladas com as características do sítio e a utilização de mecanismos que viabilizem o efetivo adensamento populacional e não apenas o construtivo

Estimular a diversidade tipológica habitacional, para atendimento de variadas faixas de renda e perfis de moradores, garantindo a permanência da atual população residente e a provisão de área de uso residencial para Habitação de Interesse Social

Promover a tranformação de áreas ociosas, degradadas e deterioradas, assim como de imóveis subutilizados, adequando a área ao desenvolvimento de novas centralidades urbanas, além de dinamizar as já existentes

Melhorar as condições gerais de mobilidade na região, de forma adequada à ocupação prevista, harmonizando a convivência entre os diversos modais de circulação e priorizando o transporte coletivo e o não-motorizado

Estimular a diversidade tipológica habitacional, para atendimento de variadas faixas de renda e perfis de moradores, garantindo a permanência da atual população residente e a provisão de área de uso residencial para Habitação de Interesse Social

Estimular o aumento dos níveis de permeabilidade do solo e de retenção de águas pluviais, favorecendo o desempenho da rede de drenagem e aumentando a oferta de espaços e áreas verdes públicas induzindo sua apropriação pelos usuários

Criar e oferecer condições para que os atuais moradores e usuários possam tomar parte do processo de qualificação urbanística

 

O projeto Arco Tietê prevê a possibilidade de tratar o equilíbrio social, econômico e ambiental desse território transformando cerca de 30% do uso e ocupação de seu solo e grande parte de sua infraestrutura ao longo das próximas 03 décadas. Isto significa uma possibilidade de renovar o uso e a ocupação de cerca de 5 milhões de m2 de solo urbano em uma área não inferior a 15 milhões de m2 para projetos urbanísticos incluindo vias, parques, rios e espaços livres. Estes números são relativos às diferentes escalas de abrangência da transformação urbana que denotam as estratégias de planejamento pretendidas neste projeto.

Uma região com 6.000 hectares, ou 6% do total da área urbanizada do município, que abriga 5% do total de habitantes da cidade e 12,5% do total dos empregos estará apta a incrementar sua economia, agregando 30% de toda a população e dos empregos a serem criados em São Paulo nos próximos 30 anos. Ação que fará equilibrar a relação habitante/emprego em 1:1. Cerca de 770.000 pessoas poderão morar em um trecho da cidade onde há equivalente número de empregos. Pessoas de diversas faixas de renda e qualificação profissional poderão habitar e usar de maneira mais homogênea esse território, reestruturado e qualificado.