Projeto de Intervenção Urbana do Arco Tietê

O Projeto de Intervenção Urbana do Arco Tietê (PIU ACT) tem por objetivo instituir as estratégias para o desenvolvimento e reestruturação urbana da planície fluvial do Rio Tietê, a partir da visão de cidade estabelecida pelo Plano Diretor Estratégico (PDE), de forma planejada e equilibrada, e da análise dos eixos ambiental, de mobilidade/acessibilidade, econômico e habitacional.

Áreas de Intervenção Urbana

Programa de Intervenções

O Arco Tietê apresenta diversos problemas recorrentes em seu território. Diante disso, foi elaborada uma metodologia capaz de confrontar tais problemas com “ações-tipo”, que integram o Programa de Intervenções do ACT. Tratam de modos de intervir no espaço a partir de ferramentas padronizadas e desenvolvidas para se adaptarem às especificidades locais, visando à transformação e qualificação concreta do território.

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Para se reduzir os índices de alagamento foram definidas grandes praças de absorção das águas pluviais próximas aos pontos críticos, longos eixos drenantes em meio às microbacias e o destamponamento dos córregos limpos. Estas ações em conjunto acabam por resgatar parte da configuração hídrica natural do território, trazendo novos valores culturais e paisagísticos.

Para sanar a carência de áreas verdes, diversas formas de se abrir espaços públicos arborizados foram elaboradas, como a recuperação de praças existentes, a implantação de parques lineares ao longo de rios, a demarcação de praças oriundas de parcelamento e de praças vinculadas aos túneis e viadutos que visam amenizar seus impactos na paisagem. Bulevares e alamedas, por sua vez, foram traçados para conectar esses espaços verdes, equipamentos e diferentes modais de transporte, promovendo percursos qualificados aos pedestres e ciclistas e reduzindo as temperaturas.

Novas vias foram traçadas com a função de romper grandes quadras e articular pontos atualmente isolados do território, consolidando a rede de mobilidade. Em casos de vias subdimensionadas em importantes rotas de conexão foram propostos alargamentos viários, sempre que observadas áreas lindeiras ociosas e com potencial de se transformarem em novas frentes urbanas. Em casos de viários com largura suficiente e passeios estreitos, optou-se pela modificação da geometria destas vias existentes em benefício do transporte não motorizado, dispensando desapropriações. Nos pontos onde a presença de barreiras urbanas, como rios e ferrovia, revelou-se extremamente prejudicial ao desenvolvimento do território foram definidas transposições capazes de reconectar a cidade.

Os espaços produtivos do Arco Tietê, definidos na Lei Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) como Zonas de Desenvolvimento Econômico (ZDE) e Zonas Predominantemente Industriais (ZPI), foram mantidas e protegidas da incorporação residencial e vertical. Ações na direção do desenvolvimento de seus setores logísticos, maior integração com o entorno através da melhoria da mobilidade e da implantação de infraestrutura de T.I. garantem maior eficiência e dinamizam estes setores produtivos, incentivando sua modernização e a chegada de novas indústrias e empresas.

Para prover equipamentos públicos de qualidade à população atual e futura do Arco Tietê, foram definidas como áreas prioritárias para sua implantação terrenos públicos subutilizados, galpões de valor histórico que resgatam a memória fabril da cidade e parcelas predefinidas de grandes lotes de destinação obrigatória, afim de que sua localização esteja em harmonia com a rede de espaços públicos previstas para o território.

Com o intuito de diminuir o déficit habitacional atual, foram definidas estratégias de implantação de novas unidades de Habitação de Interesse Social distribuídas pelo território, contemplando fachadas ativas, faixas de fruição pública, mix de rendas e espaços públicos de qualidade, integrando ao máximo os conjuntos com o espaço urbano à sua volta. Assentamentos precários e conjuntos habitacionais existentes no perímetro também contarão com destinação de verba específica para projetos de reurbanização e reforma.

As ações acima descritas podem multiplicar sua capacidade de qualificar o espaço na medida em que são passíveis de combinações entre si. Por exemplo: as transposições podem ter seus acessos realizados em meio a praças públicas ou ser associadas a novos equipamentos, aumentando a segurança e o conforto dos pedestres e ciclistas; as áreas de absorção das águas pluviais podem se tornar praças com jardins de chuva para contemplação, estar e lazer; os córregos destamponados devem ser acompanhados de parques lineares, reaproximando a população dos corpos d´água; as novas vias podem se tornar alamedas ou bulevares, promovendo percursos seguros e arborizados; e assim por diante. Desta forma, as múltiplas possibilidades de combinação e conexão entre as ações orientadas pelos objetivos e diretrizes para o PIU do ACT resultam em uma rede capaz de definir um programa de desenvolvimento urbano em um território com alto potencial de transformação e de localização estratégica ao longo das margens do Rio Tietê.

Ações Ilustradas