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18/05/2018

Projetos para o centro de São Paulo são debatidos em seminário

Revisão da Operação Urbana Centro e programa Redenção foram alguns dos temas abordados em evento que contou com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do prefeito Bruno Covas e da secretária Heloisa Proença



Foto: Fundação Fernando Henrique Cardoso

Ocorreu ontem (17), na sede da Fundação Fernando Henrique Cardoso, o seminário “Revitalização de Centros Históricos Metropolitanos”. O encontro foi promovido pela Fundação e pelo Arq. Futuro, e a sua abertura contou com a presença do ex-presidente da República, do prefeito de São Paulo Bruno Covas e da secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento Heloisa Proença.

A secretária da SMUL ressaltou que discutir os centros das nossas metrópoles é um grande desafio. Em relação ao centro de São Paulo, Heloisa comentou que se trata da região da cidade mais bem servida de infraestrutura, com grande concentração de empregos e detentora de um parque imobiliário instalado muito significativo. No entanto, possui grande população de baixa renda em situações precárias de vida.

Para uma requalificação competente e adequada do centro, a titular da pasta destaca que é necessária a integração de várias ações: “Intervenções urbanísticas sozinhas não resolverão o problema do centro de São Paulo. É necessária a articulação de diversas políticas públicas, por exemplo, segurança urbana, habitacional, assistência social e saúde pública”, afirmou.

Com a mesma linha de pensamento, o prefeito Bruno Covas comentou que a requalificação da região não é “um tema afeto apenas a uma secretaria”, sendo preciso envolver outros atores, como o “Governo do Estado, Ministério Público, Câmara Municipal e a sociedade civil organizada”. O prefeito destacou que a população tem muito a contribuir com ideias e possui papel fundamental na fiscalização.

Em seu discurso, o prefeito apresentou números sobre o programa Redenção. A requalificação urbana da região da Cracolândia está sendo detalhada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) junto com a Secretaria Estadual de Habitação, e englobará melhoria do espaço público, alargamento de calçadas, reforma da Praça Júlio Prestes e transposição da linha férrea para acesso ao Bom Retiro. Está prevista ainda a troca da iluminação por lâmpadas de LED, instalação de novo mobiliário urbano e readequações do sistema viário proposto em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade.

Após a abertura do evento, os debatedores, isto é, o presidente da SP-Urbanismo, José Armênio de Brito Cruz, Washington Fajardo, ex-presidente do IRPH – Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, e Mauro Teixeira Pinto, sócio da TPA Empreendimentos e membro do conselho fiscal do Secovi – SP, foram convidados a compor a mesa.

O presidente da empresa pública de projetos urbanos vinculada à SMUL comentou sobre a importância da Operação Urbana Centro para recuperar a região. Essa operação, que foi instituída em 1997, está sendo revista pela atual gestão e deverá articular e coordenar todas as iniciativas de cunho urbanístico incidentes no centro da cidade, criando novas propostas de intervenção no perímetro e atualizando a legislação que rege o desenvolvimento urbano desta região de São Paulo.

José Armênio também destacou dois projetos em andamento na SMUL: a requalificação dos calçadões e os PIUs de três terminais de ônibus, Capelinha, Campo Limpo e Princesa Isabel. O objetivo para esse último, localizado na Alameda Glete, é atrair novas atividades econômicas, ampliar o uso residencial do Centro e acrescentar novos espaços públicos de qualidade. Além da concessão da operação, será permitida ao concessionário a exploração econômica do potencial imobiliário do terminal, construindo sobre ele edifícios destinados a abrigar usos compatíveis com os terminais – inclusive residenciais –, gerando receitas para investimento na estruturação do entorno, em um raio de 600 metros.

Sobre a requalificação das calçadas no centro, o projeto encontra-se atualmente em sua primeira fase, que será executada com recursos privados e abrangerá as seguintes ruas: Rua João Brícola, Rua São Bento (trecho), Rua Miguel Couto, Rua do Comércio, Rua 3 de Dezembro, Rua 15 de Novembro (trecho) e Rua Álvares Penteado (trecho), totalizando 10.820 m2. A segunda fase, que será realizada com recursos públicos, será desenvolvido tanto para o Centro Antigo, quanto para o Centro Novo, ou seja, nos dois lados do Vale do Anhangabaú.




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