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03/10/2018

Contribua na consulta pública para o Projeto Piloto DIGILAB LIVRE SP

Democratizar o acesso às tecnologias de informação, disseminar linguagens de programação e fomentar o empreendedorismo com equipamentos modernos, livres e gratuitos. O que você acha disso?



A Prefeitura de São Paulo, por meio da parceria entre a Secretaria de Inovação e Tecnologia e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SMIT e SMDE), quer saber sua opinião sobre o projeto de modernização dos Telecentros, equipamentos públicos que promovem a inclusão digital na cidade de São Paulo.

 

Histórico
Os Telecentros surgiram em 2001 como o primeiro programa de inclusão digital da cidade de São Paulo. O programa promove a democratização de acesso à internet, capacitando usuários das comunidades locais, em especial aquelas com maior vulnerabilidade social. Em 14 janeiro de 2008 foi legitimado pela Lei Municipal nº 14.668 que definiu as diretrizes da Política Municipal de Inclusão Digital do Município de São Paulo, estabelecendo o objetivo estratégico do exercício da cidadania. Atualmente, a Capital possui 132 Telecentros dispostos nas regiões das 32 Subprefeituras Regionais.

A evolução tecnológica, porém, rompeu as barreiras do tempo, fazendo com que o programa não tenha avançado na mesma velocidade do comportamento de seus usuários. A quantidade de ferramentas digitais foi ampliada exponencialmente, surgiram novas formas de produção, consumo, aprendizagem e relacionamento que estão moldando a sociedade na era da informação. Diante disso, verificamos que a essência do programa precisa ser superada por meio de iniciativas que ampliem e potencializem a utilização destes equipamentos públicos e os propósitos do programa.

 

Proposta de Mudança
A Coordenadoria de Convergência Digital da secretaria municipal de Inovação e Tecnologia, responsável pela gestão dos Telecentros, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico (ADE SAMPA), sob comando da secretaria de Desenvolvimento Econômico, entende que se faz necessária a ressignificação do programa para que ele, de fato, cumpra seu papel de inclusão digital e social.

Para a compreensão das premissas deste novo conceito foram utilizadas técnicas e metodologias baseadas em design thinking, design de serviço e urbanismo tático com foco no usuário, ou seja, a população. Entre visitas técnicas, benchmarkings, pesquisa de satisfação, oficinas de cocriação, jornadas de usuário e prototipação, entendeu-se que o projeto de ressignificação do programa Telecentros deve ter como objetivo:

“Promover o desenvolvimento humano, econômico e social, por meio de laboratórios¹ digitais que tenham por finalidade a inclusão social do cidadão” 

É com base nestas propostas que nasce o projeto piloto que irá testar a efetividade desse estudo: o DIGILAB LIVRE SP

 

DIGILAB LIVRE SP

Em meio a um cenário de avanços que impactarão o futuro dos negócios e da educação, sob a certeza de que grande parte das habilidades requeridas para trabalhos estratégicos em diversas indústrias ainda não são parte do currículo escolar e que crianças ingressando na educação básica hoje, quando adultas, terão empregos que ainda não existem, nasce o conceito do DIGILAB LIVRE SP.

Na prática, um laboratório público e gratuito que promoverá ambiente livre e infraestrutura tecnológica para conectar pessoas, projetos e ideias.

O programa que irá fomentar a troca do conhecimento e o empreendedorismo, o trabalho compartilhado e a livre aprendizagem.

Utilizar a internet, fazer reuniões de trabalho, estudar, participar de cursos e, oferecer capacitações, tornando-se protagonista do conteúdo oferecido, nas áreas da informática, programação e empreendedorismo, sempre com métodos e abordagens que consideram as habilidades socioemocionais e o desenvolvimento do cidadão, serão práticas diárias nestes espaços.

Principais objetivos do DIGILAB LIVRE SP:

1. Promover a inclusão digital e social;

2. Ser um hub² de inovação e tecnologia nas regiões, atendendo empreendedores, moradores locais, estudantes e servindo como ponto de apoio para outros programas e projetos da Administração Municipal, criando uma rede de relacionamento entre os usuários do serviço;

3. Disseminar a cultura e a educação empreendedora;

4. Promover o desenvolvimento local e a geração de emprego e renda;

5. Estimular a inovação aberta;

6. Inserir jovens de baixa renda no ecossistema de empreendedorismo e inovação da cidade de São Paulo.

 

Processo Participativo
É raro que novos programas e políticas públicas não necessitem de nenhum tipo de ajuste quando implantados. Mesmo com planejamento e participação social, na prática, algumas variáveis podem ficar de fora e, em regra, não é possível saber como a população irá utilizar e reagir à utilização do serviço. Por isso, disponibilizamos aqui alguns documentos que explicam melhor o projeto, para que a população possa participar também dessa fase e dar sua opinião.

Os arquivos que seguem ficarão disponíveis para consulta e comentários até o dia 12/10/2018.

Em seguida, os resultados serão apurados para formulação dos documentos que irão orientar a implantação dos 3 primeiros pilotos, onde iremos experimentar as novas ideias apresentadas, verificar a viabilidade e aderência do serviço, refletir e planejar os ajustes necessários do programa, coletar dados, avaliar os resultados e apresentá-los à sociedade civil.

Eventuais dúvidas e sugestões quanto aos documentos poderão ser direcionadas ao contato digilab@prefeitura.sp.gov.br até o prazo limite de 12 de outubro.

 

Clique aqui para acessar a consulta pública!

 

¹ Laboratório é um espaço para criação, exames, testes, descobertas e treinamentos que podem pertencer às várias modalidades de estudo. Segundo o dicionário Oxford, a palavra laboratório provém do latim laboratorium (local para trabalhar), que por sua vez vem do latim laboratus, princípio do verbo laborare (trabalhar).
 
² A palavra “hub” se refere na linguagem tecnológica a uma peça central, que recebe os sinais transmitidos pelas estações e os retransmite para todas as demais. No caso dos espaços físicos, os hubs se caracterizam por um lugar propício para o encontro de pessoas que interagem e, consequentemente, criam, empreendem e trabalham juntas.

 

Texto e Imagem: Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia