1. Gestão Urbana
  2. »
  3. Notícias
  4. »
  5. Em São Paulo, 540...
 

22/03/2017

Em São Paulo, 540 mil jovens não estudam e nem trabalham

O novo informe urbano da SMUL mostra ainda que 60% desse grupo são mulheres



Um estudo da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento – SMUL mostra que a parcela de jovens paulistanos que não trabalham nem estudam chegou a 540 mil em 2010, o que representa aproximadamente um quinto do total da população dessa faixa etária. Entretanto, o número é 20% menor do que o registrado em 2000, que apontava 680 mil jovens de 15 a 29 anos nessas condições.

A publicação, feita a partir dos dados de escolaridade, matrículas e frequência escolar, (Censos Demográficos 2000 e 2010 do IBGE e Censos Escolares MEC/INEP) relativos à população jovem da cidade de São Paulo, demonstra que as mulheres são maioria nesse grupo, sendo 60% em 2010. Essa situação está provavelmente relacionada à permanência de muitas jovens em papéis tradicionais de esposa e mãe, abdicando à escolarização e à vida profissional.

Sobre a conclusão do ensino médio, o estudo indica um crescimento de 17% entre 18 e 24 anos. Apesar do avanço, apenas 57,2 % dos jovens dessa faixa etária concluíram essa etapa de ensino em 2010, demonstrando 42,8% de evasão escolar.

A desigualdade social é um fator determinante no acesso ao ensino e ao emprego. A pesquisa mostra que as regiões mais periféricas e com piores indicadores de renda domiciliar apresentam também as menores taxas de escolarização e de inserção no mercado de trabalho. Cidade Tiradentes (42,5%), Vila Andrade (42,3%) e Parelheiros (40,7%) são os distritos onde a população de 18 a 24 anos menos concluiu o nível médio de ensino.

Informes Urbanos
Os informes urbanos são estudos realizados pelo Departamento de Produção e Análise de Informação – DEINFO da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento – SMUL.

Tratam-se de publicações que buscam analisar assuntos de interesse da cidade a partir de dados demográficos, sociais, econômicos e de uso do solo.

Para conferir o estudo completo, clique aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *