14/10/2019

Prefeitura inaugura banca orgânica na Feira Livre do Pacaembu

Trata-se da primeira ação de um amplo programa inovador que busca ampliar o acesso da população a produtos sustentáveis e, ao mesmo tempo, valorizar o trabalho dos agricultores do município



A Prefeitura de São Paulo inaugura nesta terça-feira, 15 de outubro, uma banca de alimentos orgânicos e em transição agroecológica na Feira Livre do Pacaembu. Trata-se de um projeto-piloto de um programa inovador que busca ampliar o acesso a esses produtos sustentáveis a todas as áreas da cidade e oferecer mais espaços de comercialização aos agricultores do município. O programa é coordenado pela Secretaria Municipal das Subprefeituras e tem o apoio do Projeto Ligue os Pontos, administrado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, em parceria com a Bloomberg Philantropies.

A cooperativa orgânica de Parelheiros Cooperapas fará a operação da banca instalada na Praça Charles Miller, que vai funcionar todas às terças, das 7h as 13h. Serão mais de 20 alimentos, como hortaliças, frutas, arroz, feijão e farofa, provenientes de agricultores da zona sul rural – sendo que muitos deles são atendidos pelo Projeto Ligue os Pontos.

As feiras estão mudando. Além do atendimento pessoal, muitos feirantes recebem pedidos pelo celular. Por esse motivo, a Cooperapas atenderá interessados e poderá fazer entregas na região no dia da feira através do telefone: 94032-3422. A população poderá consultar os alimentos à venda, escolher os de interesse e agendar o melhor horário para retirada.

O comércio de produtos orgânicos em feiras visa ampliar o acesso a esses produtos e os canais de venda para o agricultor, sendo uma ótima oportunidade de venda direta ao consumidor e incremento de sua renda. Para os clientes, amplia a possibilidade de comprar um alimento mais saudável.

O programa também busca aumentar os horizontes da comercialização orgânica na cidade. São Paulo conta atualmente com mais de 800 feiras livres de rua, distribuídas em todas as regiões da cidade e realizadas todos os dias da semana – a exceção da segunda-feira. As feiras são responsáveis por boa parte do abastecimento de frutas e verduras para a população. No entanto, apenas seis delas são orgânicas, ou seja, oferecem à população produtos livres de agrotóxicos, estando concentradas em feiras e mercados especializados das zonas oeste e sul.

A ação vai ao encontro das diretrizes do Projeto Ligue os Pontos, que busca reforçar oportunidades de acesso a mercados de produtos sustentáveis, especialmente dos pequenos produtores, que enfrentam muitas dificuldades na produção, comercialização e acesso à informação.  

 

Projeto Ligue os Pontos

O município de São Paulo possui 28% de seu território localizado em zona rural – recriada pelo Plano Diretor Estratégico de 2014 –, situada, sobretudo, no extremo sul – distritos de Grajaú, Parelheiros e Marsilac. Ao todo são 420 km², com mais de 40 mil habitantes, considerando os núcleos urbanos da região.

Na zona rural sul, região com grande vulnerabilidade socioambiental, as áreas de Mata Atlântica e as ocupadas pela atividade agrícola se encontram pressionadas pelo avanço da expansão urbana. Uma das razões para esse fenômeno é a escassez de oportunidades de trabalho e renda nessa região, ocasionando a evasão populacional do campo. A agricultura pode se tornar uma alternativa sustentável para a região, todavia, ela não gera atualmente recursos suficientes para garantir a sustentabilidade econômica dos produtores. Por outro lado, há uma crescente demanda por produtos sustentáveis no Brasil, especialmente pelos alimentos orgânicos. Atualmente 70% dos alimentos consumidos provêm da agricultura familiar.

Neste sentido, o Projeto Ligue os Pontos da Prefeitura de São Paulo, vencedor do prêmio Mayors Challenge 2016, promovido pela Bloomberg Philanthropies para a América Latina e Caribe, busca contribuir para o desenvolvimento local da zona rural sul paulistana, colaborando para a proteção da área de mananciais e fortalecendo a cadeia de valor da agricultura e da alimentação.

Acesse aqui o site do Projeto

 




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Comentários

  1. Rosineide de Sant'Ana Souza em disse:

    Acho muito importante esta ação de levar à população o acesso a produtos saudáveis, livres de agrotóxicos.
    Eu gostaria de participar também deste projeto. Eu cultivo mangericão no meu quintal, a colheita dele é muito boa,eu teria condições de comercializá-lo dentro deste projeto?
    Eu ainda não trabalho nesta área de comercio de verduras ou frutas.