13/07/2026
Conselho Gestor da AIU Vila Leopoldina–Villa-Lobos tem representantes da sociedade civil definidos
Conforme previsto no edital, entidades foram automaticamente eleitas após a homologação de uma única candidatura em cada segmento da sociedade civil
A Prefeitura de São Paulo publicou, nesta segunda-feira (13), o resultado da eleição dos representantes da sociedade civil que passam a integrar o Conselho Gestor da Área de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos (AIU-VL) durante o biênio 2026-2028. A divulgação foi realizada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e pela Comissão Eleitoral da AIU, com publicação no Diário Oficial da Cidade. Clique aqui para acessar.
Conforme estabelecido no Edital nº 001/2026/AIU-VL, foi homologada apenas uma candidatura em cada um dos segmentos da sociedade civil. Assim, nos termos do artigo 14 do edital, não houve necessidade de realização do processo de votação, sendo as entidades automaticamente eleitas para compor o Conselho Gestor da Área de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos.
Após a expedição da Portaria de designação, passam a integrar o colegiado as seguintes entidades e representantes:
Organização não governamental com atuação na região do Projeto de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos (PIU-VL)
Entidade: Associação de Apoio à Infância e Adolescência Nossa Turma
Titular: Luciana Marcondes Pazzini
Suplente: Ana Cristina de Souza Campos
Associação de bairro com atuação na região do Projeto de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos (PIU-VL)
Entidade: Associação de Moradores do Ceasa Vila Leopoldina – A.M.C.
Titular: Carlos Alexandre Beraldo
Suplente: Luciana Matias de Barros Ikeda
Entidade acadêmica ou de pesquisa com atuação em questões urbanas e ambientais
Entidade: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)
Titular: Fernanda de Abreu Moreira
Suplente: Felipe Farina Borges Fortes
Setor empresarial
Entidade titular: Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
Titular: Vanessa Giroto Muniz
Entidade suplente: Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (AsBEA-SP)
Suplente: Paulo Machado Lisboa Filho.
Observação: eventuais impugnações ao resultado do processo eleitoral poderão ser apresentadas em até três dias úteis.
Conselho Gestor
O Conselho Gestor da Área de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos é responsável por acompanhar a implementação da AIU, promovendo o diálogo entre o Poder Público e a sociedade civil e contribuindo para o desenvolvimento das intervenções urbanas previstas para a região.
Sua composição reúne representantes do Poder Público e da sociedade civil. Entre os representantes da sociedade civil, parte das vagas é preenchida por indicação de instâncias participativas já existentes e outra parte por processo eleitoral periódico. Neste processo, contudo, como houve apenas uma candidatura homologada em cada segmento, as entidades foram automaticamente eleitas, conforme previsto no artigo 14 do Edital nº 001/2026/AIU-VL.
AIU Vila Leopoldina–Villa-Lobos
Instituída pela Lei Municipal nº 17.968/2023, a Área de Intervenção Urbana Vila Leopoldina–Villa-Lobos compreende uma área de aproximadamente 300 mil metros quadrados, localizada na várzea da margem direita do Rio Pinheiros, no distrito da Vila Leopoldina, junto à CEAGESP e à Ponte do Jaguaré, nas proximidades dos parques Cândido Portinari e Villa-Lobos.
O plano urbanístico foi estruturado para enfrentar o déficit habitacional e a precariedade das comunidades locais por meio de um modelo autofinanciável. A estratégia prevê a alienação de 500 mil metros quadrados de Potencial Construtivo Adicional à iniciativa privada, permitindo a implantação de novos empreendimentos e viabilizando a execução das intervenções previstas para a região.
Como contrapartida, o parceiro privado vencedor do leilão será responsável pela construção de unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) e pela execução de obras de requalificação urbana, sem a utilização de recursos públicos. A iniciativa beneficiará mais de 1.200 famílias em situação de vulnerabilidade das comunidades Da Linha, Do Nove e Cingapura Madeirite, com investimentos privados estimados em R$ 200 milhões.
Essa modelagem inovadora combina investimentos privados com melhorias urbanísticas e habitacionais, promovendo a requalificação de uma área estratégica da cidade e garantindo moradia digna, infraestrutura urbana e maior integração do território ao seu entorno.