1. Gestão Urbana
  2. »
  3. Notícias
  4. »
  5. Prefeitura inicia uma nova...
 

15/05/2019

Prefeitura inicia uma nova etapa de discussão do Parque Minhocão

Após a decisão da transformação do Elevado João Goulart em parque, o Município abre a primeira fase de consulta pública para colher contribuições para o desenvolvimento do projeto



A Prefeitura de São Paulo inicia o processo participativo para definição das propostas para o Parque Minhocão e divulga nesta sexta-feira, dia 17, a primeira consulta pública online para colher contribuições da sociedade civil. Nessa etapa, a população poderá ter acesso ao diagnóstico preliminar da área a ser requalificada e participar com sugestões ou recomendações a respeito do que deve ser incorporado ao projeto até 14 de junho. O processo participativo do Projeto de Intervenção Urbana – PIU Minhocão está dividido em três etapas: apresentação do diagnóstico e do programa; etapas do desenvolvimento do projeto e consolidação do projeto final.  Todo o processo participativo tem previsão de ocorrer ao longo dos próximos seis meses.

A participação da sociedade civil está garantida pelo Decreto nº 56.901/2016, e será feita desde a etapa de subsídios ao desenvolvimento do projeto  até sua consolidação final. As propostas serão debatidas por meio de encontros presenciais, como audiências públicas, consultas públicas online e reuniões temáticas com a população. O PIU é um processo de consulta e pactuação entre poder público e sociedade civil que determina a realização de duas consultas públicas pelo período de até 30 dias, com objetivo de colher contribuições para o aperfeiçoamento de propostas para o Parque.  O PIU Minhocão será uma ação específica, inserida dentro do PIU Setor Central, onde os debates públicos acontecem desde abril de 2018.

A consulta pública do PIU Minhocão apresenta também o diagnóstico preliminar apontado pelo Grupo de Trabalho Intersecretarial, criado pelo Decreto nº 58.601/2019, composto pelas secretarias de Governo, Desenvolvimento Urbano, Transportes, Verde, Obras e Subprefeituras, com o objetivo de adotar medidas prévias necessárias à implantação gradativa do Parque Minhocão.

O grupo recomendou diversas ações, com prioridade para o início imediato das discussões públicas do PIU Minhocão, implantação de obras de segurança, acessibilidade e conforto –  recomendadas pelo Ministério Público –  e aprofundamento dos estudos de impacto de mobilidade urbana e de proposição de medidas de mitigação do trânsito e incomodidade ambiental.


Mobilidade e transporte

A capital tem uma frota circulante de 3,8 milhões de veículos por dia, desse total, cerca de 78 mil veículos utilizam o Elevado Presidente João Goulart nos seus trajetos. De acordo com um diagnóstico preliminar realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em fevereiro de 2019, o impacto resultante da implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão (da Praça Franklin Roosevelt ao Largo do Arouche) no minianel viário é considerado baixo. A velocidade média passaria de 26,8 km/h para 26,6 km/h (- 0,48%), e o tempo médio gasto pelos usuários de automóveis passaria de 15,32 minutos para 15,41 minutos (+ 0,59%). Os dados apresentados se referem ao pico da manhã e não consideram os efeitos positivos das ações de mitigação recomendadas preliminarmente pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), como por exemplo, melhorias na sinalização e na rede semafórica, e obras pontuais que melhorem a geometria e aumente a capacidade de fluxo. Nesse sentido, o Grupo de Trabalho Intersecretarial do Parque Minhocão solicitou às áreas técnicas de mobilidade um Plano de Mitigação do Impacto detalhado no prazo de 90 dias, onde poderão ser produzidas novas análises utilizado dados de Big Data, como informações de aplicativos de transporte e radares.


Aspectos Sociais

Outra ação fundamental à implementação do Parque recomendada pelo Grupo de Trabalho está relacionada às estratégias que permitirão a permanência da população moradora no entorno do parque. Entre as ações propostas, estão a elaboração de um diagnóstico sócioterritorial que identifique e caracterize situações de precariedade habitacional e vulnerabilidade social em todo o perímetro, além de ações objetivas para ofertar unidades habitacionais para famílias com renda de até seis salários mínimos. O objetivo é que o parque tenha papel importante nos vínculos da população residente com a região, possibilitando sua permanência associada ao aumento da atratividade para novos moradores, contribuindo com o adensamento e a requalificação da área central.

Ao considerar o elevado número de pessoas em situação de rua no entorno, a Prefeitura também vai intensificar as abordagens e estuda implementar novos equipamentos públicos para o acolhimento dessa população.


Segurança

Quanto à segurança urbana, o grupo recomendou maior presença física de guardas civis municipais, implantação de câmeras de segurança, e a instalação de uma base comunitária móvel com  guardas e motocicletas para patrulhamento por toda sua extensão do parque. Lembrando que já há presença da GCM com rondas diárias em patinetes.


Lazer e Cultura

Com relação aos aspectos culturais, o grupo indicou a possibilidade de diversas intervenções para potencializar ações de lazer, esporte e cultura do espaço. Poderão ser criados pontos de convivência a partir de mobiliários urbanos, e implantadas áreas de esporte e lazer, como ciclovia, pista de corrida, academia ao ar livre, quadra de basquete, pista de skate e miniparque para crianças. Todas essas propostas serão debatidas durante o processo participativo, gerando regras de funcionamento e convívio que garantam a tranquilidade dos moradores do entorno. O objetivo é que o Parque Minhocão seja um polo estratégico de interligação de vários equipamentos de cultura, esporte e lazer.

 
Demolição, Poluição e Ruídos

A Lei 16.833/2018 determina transformação integral ou parcial do elevado em parque. O principal aspecto a ser considerado numa eventual demolição seria a complexidade do processo de desmonte e o custo, estimado em mais de 100 milhões de reais, além dos gastos com melhoramentos urbanísticos necessários à requalificação das avenidas São João, general Olímpio da Silveira e Rua Amaral Gurgel.

O relatório também evidenciou que a desativação da via para os automóveis terá impactos positivos para a mitigação da poluição atmosférica e sonora. Dados do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP mostram que o entorno imediato afetado pelo Elevado apresenta alto índices de poluição e incomodidade urbana, superando em até 4 vezes o limite definido pela CETESB e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A presença de corredor de ônibus é a principal causa do alto nível de material particulado, com a situação se agravando nos trechos onde a estrutura do elevado se aproxima das fachadas, prejudicando a circulação do ar e a iluminação. Neste sentido, a intervenção deverá considerar a necessidade de estreitamento do tabuleiro do viaduto em alguns trechos, com eventuais aberturas para melhorar a ventilação e iluminação nos níveis inferiores.

Com relação ao ruído, a pesquisa da USP também indica níveis de incomodidade muito mais elevados do que o limite estabelecido pela CETESB, com pico entre às 8h e 16h. O fato foi abordado pela Associação Brasileira Para a Qualidade Acústica (Pro Acústica), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), que elaborou um estudo para simular os níveis de ruídos atuais no Minhocão e após a implantação do parque. A conclusão é que o ruído urbano nos edifícios próximos ao trecho que vai receber o Parque pode ser reduzido pela metade sem a presença de veículos que hoje circulam no elevado.


Estrutura

Em fevereiro deste ano foi realizada uma vistoria preliminar no Elevado, não sendo constatada necessidade de obras emergenciais na estrutura. No entanto, ainda assim, o grupo recomendou a contratação de empresa especializada para manutenção dos elementos de drenagem e juntas de dilatação do viaduto. Um segundo laudo fornecerá detalhes quanto às medidas necessárias para manutenção ou desmonte parcial desta estrutura.


Zeladoria

O grupo recomendou que o projeto Parque Minhocão incorpore ações intensificadas de zeladoria, com interface entre as empresas concessionárias de varrição e coleta de lixo, fiscalização dos grandes geradores de resíduos e comércio do entorno imediato à intervenção, combate ao comércio ilegal no baixio e nas entradas do elevado e estabeleça termos de Cooperação para manutenção de áreas verdes ao longo do eixo do Parque.


Requalificação da área central

A viabilização de um projeto urbano, como é o caso do Minhocão, surge a partir da necessidade de qualificar os espaços públicos e o ambiente urbano, contribuindo para a melhoria das condições econômicas, sociais e ambientais da cidade em uma área degradada que há anos sem definição. A implantação do Parque Minhocão é apenas uma das ações que compõe um amplo processo de transformação do centro, que envolve também a recuperação dos calçadões do Vale do Anhangabaú e Triângulo Histórico, o resgate de atividades econômicas e culturais,  o incentivo à requalificação de edifícios e terrenos abandonados ou subutilizados, incentivo à produção de moradias de Interesse Social,  a viabilização do Parque Augusta, a revitalização do Largo do Arouche e a conexão com a Praça Roosevelt, além da concessão da cobertura do Martinelli à iniciativa privada, com programa de curadoria, loja e restaurante.

 

 

 

Entenda o processo de transformação do Parque Minhocão

A transformação de parte do Elevado Presidente João Goulart em um parque público, com implantação de estruturas de acesso, lazer, acessibilidade e segurança, é meta da atual Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU).

O destino do elevado João Goulart vem sendo objeto de discussão desde os anos 70, quando foram iniciadas as rotinas de sua interdição ao tráfego veicular no período noturno. A consideração do impacto que o resultado dessa discussão teria sobre o cotidiano de grande número de munícipes fez com que o Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2014, tratasse desse tema, prevendo uma lei específica deveria ser elaborada para determinar a gradual restrição ao transporte individual motorizado no Elevado, definindo prazos até sua completa desativação como via de tráfego, ou transformação, seja parcial ou integral, em parque.

Essa determinação foi atendida com a aprovação da Lei Municipal nº 16.833, de 7 de fevereiro de 2018, que estabeleceu a desativação gradativa do elevado como via de circulação veicular, o estímulo à realização de atividades culturais e esportivas nos períodos de interdição ao tráfego e a obrigatoriedade de propor a transformação parcial ou total do elevado em parque por meio de um Projeto de Intervenção Urbana – PIU – um conjunto de estudos técnicos, processos participativos  e discussões pública para proposição das intervenções urbanas que constituirão a implantação do Parque Minhocão.

 

• Clique aqui para acessar o Relatório do Grupo de Trabalho Intersecretarial

Clique aqui para acessar a consulta pública do PIU Parque Minhocão




Deixe uma resposta para Rui Arruda Camargo Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



Comentários

  1. Juliana Ortolani Deangelo em disse:

    Porque a prefeitura n”ao cuida melhor dos parques que já existem ao invés de construir um que a população não quer e que vai deixar o transito mais caotico além de custar um valor absurdo.

  2. Adriana em disse:

    Não ao parque. O trânsito que já é um caos ficará inviável. Não adianta tentar copiar Nova Iorque, Miami e outras cidades por aí. Nós somos uma cidade de vida própria. Além do mais lá eles fazem amplos estudos de impacto o que eu não vi aqui . Não há estrutura viária compatível para absorver o trânsito que utiliza atualmente o Minhocão. Será um desserviço a cidade. E por último, ninguém precisa de mais um local sucateado como os demais parques da cidade . Primeiro cuidem dos que já existem para depois pensar no resto.

  3. Milena Ruiz Donatangelo em disse:

    Queremos revitalização dos parques já existentes e não transformar em uma situação já caótica que é a ligação leste oeste em situação pior do que se encontra. Nao ao parque em cima do minhocão.

  4. Fernanda em disse:

    Melhor seria que fosse implodido. Já causou a desvalorização total dos imóveis ao redor e o futuro é de deteriorização da estrutura de anos, como está acontecendo com o resto dos viadutos da cidade!!! Sem manutenção, nada fica em pé e desastres terríveis podem acontecer!!!
    O dinheiro gasto ali seria melhor empregado no desmanche do elevado Costa e Silva e na limpeza e melhoria das fachadas dos prédios dando uma embelezar a naquele ponto da cidade que está, há anos, terrível de se olhar e pior ainda passar por lá…Seria bom também cuidar da segurança do espaço, melhorando um pouquinho a vida daqueles que foram obrigados a ter suas vidas estragadas, desde a construção daquele monstro urbano!!!

  5. Porque não revitalizar os parques já existentes e ao invés de inutilizar um elevado que é fundamental para tanta gente aumentando ainda mais o transito em São Paulo, o que não é necessário. Se o problema é o barulho já existem artigos e matérias mostrando como reduzir o barulho (vide site) acabar com o elevado não reduz transito, não diminui barulho, pois a avenida em baixo vai continuar lá mais cheia, mais parada e desta forma mais barulhenta que antes! O ideal é investir em infraestrutura, em analise de transito, em transporte de qualidade, em novas rotas e assim que o transito fluir melhor a gente pensa em fazer novos parques, até lá qualquer mudança significa caos.

  6. Adriano Alves Pinto em disse:

    Sou favorável à resignificação da via e à restrição aos veículos nela. O transito de veículos na parte de baixo do parque deve ser restringido ao transporte coletivo (onibus elétrico ou gas natural) e veiculos individuais somente transito local.
    A área do elevado deve ser dedicado ao lazer, intervenções culturais de pequeno porte e estimulo à economia criativa (feira de produtores, espaço para workshops, turismo social, etc)
    Acho a idéia de se criar acessos a alguns prédios no entorno, muito boa, desde que haja uma cobrança destes para a manutenção do parque. Acho tbm que valeria uma ampliação da via se projetando sobre a estação Marechal Deodoro e o terreno ao lado. Este seria o ponto mais apto a eventos com uma concentração maior de pessoas, sem prejuízo aos vizinhos.
    Acho importante que a via tenha alguns respiros para a passagem de luz para o lado de baixo.
    Acho muito importane que a parte de baixo contemplem atividades comerciais e de serviços que possam absorver a mao de obra de catadores e pessoas que vivem ali. A região tem uma tradição com o comercio de moveis usados e pode ser um polo interessante de reciclagem e resignificação de objetos, por exemplo

  7. Rodolfo Costa em disse:

    Fechar o minhocão será a decisão mais equivocada das últimas décadas. Bruno Covas será defenestrado pelo paulistano, pode ter certeza disso.

  8. Gente mas que absurdo isso… Já temos muitos parques, inclusive o Pq Augusta ali do lado. A criação de mais um parque irá gerar despesas maiores ainda, além do fato de ser um local de fácil acesso aos frequentadores da cracolândia… Pelo amor de Deus, usem esse dinheiro para a segurança que há tempos tem sido falha na região…

  9. Samuel Martins Barbosa em disse:

    Enquanto o “minhocão” estiver servindo para automóveis, que assim permaneça até que haja alternativas viárias para a região. Quando isto estiver solucionado, que seja desmontado e um projeto urbanístico seja elaborado nas avenidas que hoje o suportam (Amaral Gurgel, São João e General Olímpio da Silveira). Nenhuma “maravilha” justifica o que for executado sobre o minhocão pois tudo o que estiver sob o mesmo será “sub”.

  10. Terezinha Cardatelli em disse:

    Acredito que a cidade São Paulo tenha prioridades fundamentais a serem resolvidas , antes de parques e outras obras do gênero ! Gastar mais de 36 milhões nisso , agora, seria o fim da picada !!! Vamos arrumar a cidade, com tudo o ela necessita, tipo, novos hospitais obras contra enchentes, saneamento e iluminação na periferia, transportes públicos, segurança nas ruas. etc… depois os parques , os jardins , etc ….. ok, pessoal !!! Obrigada !

  11. Fabio em disse:

    Mais um parque para se contar como obra da gestão apenas, mais um gasto com segurança publica, mais um lugar para concentração de assaltantes e usuários, menos uma via de trânsito. Está faltando alguém explicar para os prefeitos de São Paulo, que devido a escassez de postos de trabalho, as pessoas tendem a trabalhar cada vez mais longe de suas casas e uma das piores partes de seus dias são as horas gastas no trajeto. Temos várias obras de transporte público paradas, monotrilhos, estações de metro, coisas que teriam significado e impacto real nas vidas de muitas pessoas, não de meia dúzia no entorno da obra. Vamos pensar na maioria prefeitura.

  12. Fabio em disse:

    Mais um parque para se contar como obra da gestão apenas, mais um gasto com segurança publica, mais um lugar para concentração de assaltantes e usuários, menos uma via de trânsito. Está faltando alguém explicar para os prefeitos de São Paulo, que devido a escassez de postos de trabalho, as pessoas tendem a trabalhar cada vez mais longe de suas casas e uma das piores partes de seus dias são as horas gastas no trajeto. Temos várias obras de transporte público paradas, monotrilhos, estações de metro, coisas que teriam significado e impacto real nas vidas de muitas pessoas, não de meia dúzia no entorno da obra. Vamos pensar na maioria prefeitura. O dinheiro público deve ser usado para o bem maior da sociedade e não segmentado à uma minoria.

  13. Risa Maria De Lucca Stempniewski em disse:

    Sou contra. Educaçao, Saúde, Segurança são prioritários. Os cofres públicos estão defasados, não admito gasto para esse projeto do minhocão.

  14. Thais em disse:

    Sou contra esse parque sob todos os aspectos. O impacto no trânsito vai ser significativo, os parques já existentes estão abandonados, as praças emporcalhadas. Esse dinheiro seria bem investido em saúde, educação e preservação. A prefeitura dará um exemplo de irresponsabilidade com essa obra.

  15. Eliane Moreira em disse:

    SP está jogado as traças e querem fazer área de lazer! Com o elevado já é um trânsito infernal, imagina sem.
    Se até hoje existem pessoas morando em baixo do minhocão, um cheiro insuportável. Pq só depois a Prefeitura estuda implementar novos equipamentos públicos para o acolhimento dessa população. QUE MENTIRA! Olha só, o jardim vertical da 23 de Maio inaugurado pelo Doria está abandonado e o muro de vidro da Usp, só pra dizer que fez e depois!
    A mesma coisa vai acontecer se desativar o minhocão pra fazer área de lazer. Vai virar a Cracolândia, um lixo. Sou totalmente contra desativar o elevado e moro na região.

  16. Carlos Alberto Souto em disse:

    NÃO AO PARQUE. O elevado COSTA E SILVA, conhecido como minhocão foi concebido justamente para desafogar o trânsito sem ter de passar pela Av. São João.
    Existe outras prioridades com as estruturas já existentes, já que, a reclamação de quem mora no entorno é semelhante a de quem mora no entorno do aeroporto de congonhas, ou seja, quando foi construído, não existiam tantos imóveis. Por uma questão de incompetência e omissão da prefeitura, foi permitido o crescimento desordenado da cidade.
    Há tantos parques precisando de cuidados, ruas esburacadas, hospitais sem medicamentos, cemitérios abandonados onde o cartel criminoso de empresas se apoderam das estruturas e cobram por isso, e abre-se a questão do elevado? Faça me um favor né, sem contar o valor absurdo de mais de 30 milhões que serão tirados sabe-se lá de onde.
    É para isso que pagamos impostos? Sem contar esse bando de vereadores que só prestam para dar pitacos em nome de ruas, mais nada.

  17. Joao dos Reis em disse:

    O Minhocão e uma aberração urbanística e estética. A solução está na demolição total. Não sei porque não surgiu ainda um administrador com coragem para propor e defender essa proposta.

    • Eliana Demasi Garcia em disse:

      Concordo com você, mas não teve nenhum governo com coragem para derrubar, porque não sabem onde irão colocar o trânsito!

  18. Bom dia,

    Sou arquiteto e desenvolvi um conceito de implantação de um parque linear no Minhocão que encapsula o viaduto com uma estrutura metálica independente, proporcionando uma considerável melhora no entorno, com jardins verticais, isolamento acústico e uma área de lazer permanente . Tudo isso sem alterar o trânsito de veículos durante e após a execução das obras. O custo final da execução será muito menor do que qualquer outra interferência e sua logística, muito mais simples. Tentei publicar os desenhos aqui mas não me foi permitido. Como posso mostrá-los? Obrigado.

  19. PATRICIA SANTOS DE SOUZA em disse:

    Não é o momento para isso! O trânsito está um caos, não tem mais horário mais bom para andar de carro nas ruas de São Paulo. O Minhocão alivia muito, sem ele será o inferno! Sou completamente contra. Não é o momento. Acredito sim, que daqui uns 20 anos, seja possível cogitar tal projeto. O trânsito, hoje, está estrangulado, extinguir o Minhocão, só piorará muuuito a situação.

  20. Lajos Szocs Junior em disse:

    Sou contra. Existem problemas mais prioritários no momento, por exemplo, a imensidão de buracos nas ruas, semáforos que toda hora quebram, alagamentos constantes, árvores caindo e por aí vai.Vamos cuidar primeiro do que atormenta a população de SP e não criar mais um problema.

  21. Eliana Demasi Garcia em disse:

    Infelizmente acho um absurdo fecharem uma via de trânsito intenso o dia todo para transformar em parque. A ideia de parque seria ótimo se TUDO em São Paulo funcionasse corretamente. Se tivéssemos transporte públicos de qualidade e para todos os lados da cidade! Se a Saúde estivesse funcionando a mil maravilhas,Segurança, Moradia para todos e Educação um exemplo…. mas nossa cidade está um lixo. Literalmente um lixo! Ruas esburacadas, sujeira em todos os lugares, pessoas morando em praças que estão abandonadas! Falta de segurança total, crianças sem escolas, pessoas morrendo em filas de hospitais.Ônibus lotados, Metrô lotado o dia todo! E a Prefeitura querendo gastar Milhões em um parque? Como as pessoas que moram na Zona Leste e trabalham na Zona Oeste farão? E vice e versa também? Marginal Tietê é sempre um estacionamento! Av. Marques de São Vicente também!!!! Use o nosso dinheiro para melhorar São Paulo! Não acabem com nossa cidade como o Prefeito Bruno Covas está fazendo!!!!

  22. Rogerio Peixoto em disse:

    O minhocão deve ser demolido. Por melhor que seja o projeto do Jayme Lerner transformando o elevado em parque, ele não deixará de ser o minhocão. É uma aberração urbana e jamais deixará de ser enquanto existir. Além disso é um atestado da nossa incapacidade em produzir uma São Paulo digna e saudável. Precisamos lembrar que a nossa cidade é a campeã mundial de pessoas com transtorno mental. 30% da nossa população sofre de algum tipo de distúrbio mental e uma das causas é o excesso de concreto e asfalto, elementos dos quais o minhocão é o símbolo máximo.

  23. Alberto Ohara em disse:

    Mais uma vez o poder público desperdiça nosso dinheiro, prefeito vai construir creches, melhorar os postos de saúdes as escolas,se nem as pontes e viadutos que estão “caindo” por aí não é reformado que dirá das outras coisas que a cidade necessita. Péssima ideia mais uma vez

  24. Silvio Roberto Butterby em disse:

    Prezados,
    Nossa querida cidade de São Paulo, é carente por vias de trânsito expresso. Esse corredor é muito importante para fluir um pouco melhor esse complicado tráfego de veículos.
    Se você desligar uma artéria de seu corpo, logo sentirá o reflexo, nocivo.
    O mesmo ocorrerá com o minhocão!
    Quando está fechado , serve apenas para marginais praticarem assaltos !!!
    Façam uma proteção acústica , para deixarem os moradores com menos barulho , mas não fechem está via importante para o trânsito nosso de cada dia !!!

  25. Rui Arruda Camargo em disse:

    O minhocão não deveria ter sido construído mas foi e temos um elefante branco, um imenso obstáculo à qualidade de vida dos moradores de seu entorno. Não dá para simplesmente ser demolido pois é necessário para a circulação de veículos. Deve se então viabilizar uma rota alternativa e então desativar o elevado. Os que conhecem a high line em Nova Iorque devem concordar com aquela solução de aproveitamento de uma via elevada de Metrô desativada e transformada em uma imensa área de lazer com muita vegetação e equipamentos urbanos adequados. Essa solução melhoraria a qualidade de vida dos moradores do entorno, diminuiria a poluição visual, sonora e atmosférica sem mencionar a economia significativa dos gastos necessários à demolição podendo tornar, tal Nova Iorque, mais uma atração turística da cidade.

  26. Augusto César em disse:

    Sou contra se não houver uma alternativa para os carros, pois simplesmente executar o parque sem pensar nas pessoas que usam o elevado todos dias não é justo. E outra acho que para se criar um novo parque os outros deveriam obrigatoriamente estar 100% cuidados. Hoje pelo estado que se encontra a região o que vai acontecer é simplesmente tirar os moradores de rua do chão e colocar no alto.

  27. Antonio Carlos Richard e Prado em disse:

    O Minhocao é um mal necessário para a cidade. É a história do “ruim com ele, pior sem ele”… Trata-se da principal artéria para o fluxo de pessoas que cruzam a cidade entre leste e oeste. Sem o Minhocao, o trânsito entra em colapso, “enfarta”.Para desativa-lo seria necessario, ANTES, criar uma via subterrânea ao longo do percurso da via elevada existente, o que parece no mínimo inviável ( ou não prioritario), atualmente.

  28. AHMaganha em disse:

    deixem o minhocão como esta e utilizem esses recursos na saude, a população carente precisa de atendimento na area de saude e social. Aprioridade deve ser cuidar da populacao carente e nao criar um novo parque desativando uma via expressa, com justificativas questionáveis.

  29. Moacir gasparoto em disse:

    Na minha opiniao…funcionamento normal ate 5feira na 6feira sera sua utilizacao voltada ao lazer….competicoes e acoes sociais com datas de atividades festivas e comunitarias.

  30. Helen em disse:

    Sou absolutamente contra a transformação do Minhocão em parque, da mesma forma qu não concordo com a restrição tão severa de circulação já em vigor. Entendo que a transformação em Parque se tornará nova Cracolândia, no “segundo andar”, ou melhor, Jardim Suspenso da Cracolândia.

  31. Marcos Canepa em disse:

    Não acredito que o parque traga mais benefícios que transtornos.
    Essa medida vai causar longos congestionamentos por não haver rota alternativa no local.
    Talvez uma visa subterrânea pudesse resolver o problema mas, simplesmente acabar com o minhocão não parece uma idéia correta.

  32. RICARDO HENRIQUE DE ARAUJO IMAMURA em disse:

    NÃO AO PARQUE!
    Não sei quem teve esta ideia nociva que irá trazer transtornos e despesas para os usuários que utilizam o Minhocão. Com certeza niguém fez algum estudo de qual o custo dos engarrafamentos, tanto custo para a população quanto custo para a cidade. Absurdo um ‘projeto’ para transformar um importante corredor de tráfego em um ‘parque’ para meia dúzia de usuários!

  33. Alexandre Bergamini em disse:

    Me preocupa muito a questão do ruído e da poluição muito pior ambos nos baixos do Minhocão, mas o que baseia o estudo são os dados da parte superior, triste a avaliação desconsiderar estes dados! Porque não a demolição e a real requalificação do espaço urbano. principalmente no nível do solo aonde ocorre a esfera da vida pública!